Domingo, Março 04, 2007

Alguns elementos de cena



O peixe

Box Modeling e Rotoscopia para a modelagem do peixe. Para não fugir da estética do curta que é a utilização de bonequinhos de cerâmica, decidi buscar referências de um peixe que fosse feito da mesma forma.

Na hora de fazer o esqueletamento fiz um teste com uma cadeia de dois bones, o movimento ficou bom, mas senti que precisava ser melhorado para dar um pouco mais de veracidade. O peixe não vai nadar mas se debater depois que cair de um balaio que Crispim carrega. A melhor forma que encontrei foi fazer duas cadeias para que houvesse um effector em cada ponta do peixe.

Este foi o primeiro estudo do peixe.

A Rosa

Pesquisar tutoriais foi uma das melhores formas que encontrei para resolver alguns problemas de modelagem que obtive. Perdi um pouco de tempo estudando mas relembrei algumas técnicas, o que foi muito bom, uma delas usei para modelagem das pétalas.
  1. Na visão de frente e com o botão de Simetria acionado fiz duas curvas.
  2. Criei um arco com 180 graus e posicionei-o no meio das curvas.
  3. com o arco selecionado fui em CREATE>POLY MESH>BIRAIL e selecionei as curvas.
  4. Uma superfície foi criada e na janela que se abre é possível ajustar as subidivisões.

Comprei uma rosa e ganhei outra do feirante... retirei algumas pétalas e comecei a fazer estudos de posição desenhando a lápis e depois passando para o programa. Com uma pétala pronta posicionei o centro para a extremidade de baixo e dupliquei. Rotacionei a primeira e continuei duplicando, como o XSI guarda a última ação feita, cada cópia rotacionava automaticamentee formava uma fileira de pétalas. Depois foi só organizar e pronto.

A direita a primeira rosa que havai feito para um teste de animação. A esquerda a rosa final. Linda!!
Mais um teste com as fileiras de pétalas com shaders diferentes, a intenção era representar uma flor de tecido.

Domingo, Fevereiro 18, 2007

Refazendo o RIG

Mesmo depois de ter feito os testes de animação com os personagens, percebi que o meu RIG precisava ser melhorado, passei alguns dias estudando tutoriais e modelos de esqueleto e cheguei ao modelo abaixo.
Anteriormente falei como fiz as pernas, portanto só refiz a parte da coluna e dos braços.



COLUNA: Primeiro fiz o quadril desenhando de cima para baixo, para melhorar a mobilidade. Depois construi a coluna com dois ossos mais o do pescoço e o da cabeça na mesma cadeia.

Em seguida comecei a parentear:

  1. Root do quadril pai do root da coluna
  2. Root do quadril pai dos roots das pernas (sem os círculos que servem de controle para os pés).
  3. Criei um nulo e dei um CONSTRAINT POSITION com o root do quadril, para que eles estivessem no mesmo lugar, em seguida selecionei o root e parenteei como filho do nulo o qual dei o nome de COG, ele será o responsável pela movimentação da parte superior do esqueleto.
  4. com o COG selecionado (enter) criei um SHADOW no formato de uma caixa.

    Dessa forma, com a caixa, qua ultrapassa os limites da malha é mais fácil controlar os movimentos.

Fui realizando testes de rotação e translação para acompanhar o funcionamento dos bones.

BRAÇOS: uma cadeia para o ombro (um bone), uma para braço e antebraço (dois bones), uma para a mão (três bones) e outra para o polegar (dois bones).

1- O root da mão e o do polegar são filhos do effector do braço

2- O root do braço recebeu uma SHADOW em forma de cubo responsável pelo movimento de rotação do braço. O root do braço é filho do effector do ombro.

3- root do ombro filho do COG



Uma coisa que errei na construção do RIG anterior foi o fato de não ter testado o funcionamento de cada cadeia, daí quando comecei a envelopar percebir que o cotovelo dobrava para frente e as mãos para cima . agora testo todas as cadeias e verifico o correto posicionamento antes de parentear.

Fiz o controle de rotação dos ombros com o root de cada um transformado em cubo


Para finalizar fiz os controles do polegar e da mão usando SHADOW do effector de cada um.

Peguei o effector do bumbum e o transformei em um cubo para controlar o rebolado.

Comecei a limpar a cena tirando visualização dos roots.

Criei um circulo maior como pai de todos as cadeias para movimentar todo o corpo.

UFA!! ACHO QUE AGORA VAI!!!!


Todos os controles feitos, selecionei a malha de Maria e envelopei. De agora em diante é só observar o peso de cada bone e a deformação causada por ele, corrigindo o que for necessário.



Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007

Esqueletamento

Quando comecei a construir o esqueleto de Maria perdi muito tempo tentando acertar o inverse foot, depois de quase três dias de trabalho perdido me dei conta de que tanto Maria quanto a Mãe de Crispim usarão vestidos longos que não aparecerão os pés. Decidi então, pesquisar outras formas. Entrei em contato com Marlon Tenório e ele me passou umas dicas.

Marlon fez um padre como personagem para o seu curta e que, por causa da batina também não possuia pés.

Mais informações: http://www.doissois.blogger.com.br/





O primeiro passo foi construir a perna e o pé em cadeias separadas, observe que um bone para o pé é suficiente.

Em vez de construir o esqueleto inteiro resolvi fazer um teste apenas com as pernas.

1. Criar duas cadeias de bones: uma para a perna (com dois ossos) e uma para o pé, com apenas um osso;

2. Parentear a cadeia do pé como filho do effector da perna;

3. Esconder o root (só pra visualização);


4. Criar uma curva e posicione-a de forma que seu centro coincida com o effector da perna;

5. Constraint pose deste effector com a curva;



Quando fiz isso aconteceu algo interessante, o pé rotacionou para o outro lado, selecionei o circulo e digitei -90 na rotação em em X.



Experimente mover a curva. A ponta do pé fica apontando para baixo. Basta selecionar o osso da "coxa" e dar um enter. Procure a opção Affected by last bone em Effector Rotation e desmarque.

A diferença entre as duas pernas, a da esquerda está com a opção marcada o pé fica ligeiramente apontada para baixo.

A da direita está com a opção desmarcacada o pé fica sempre na mesma linha do circulo que faz a movimentação.



Salvei a posição das pernas com o comando

TRANSFORM>SET NEUTRAL POSE, para na hora da animação haver um maior controle da pose principal dos bones.

O comando também pode ser o CREATE>SKELETON>SET NEUTRAL POSE.

Automaticamente a escala fica em 1 nos três eixos e a rotação e translação em 0.

Maria


A construção da personagem Maria seguiu a mesma estrutura da mãe sendo modificado o formato do cabelo e alguns detalhes do formato do corpo.

Quinta-feira, Janeiro 18, 2007


Selecionei uma região da cabeça dei ctrl D para duplicar os polígonos e aumentei o tamanho na intenção de criar o cabelo. Achei ela parecida com Vilma dos Flintstones...


Selecionei uma região do corpo para fazer o vestido. Apliquei um Constant vermelho para ter uma idéia do resultado final.


Depois comecei a fazer o vestido, apenas estiquei vértices do casaco e deletei pontos desnecessários.


O chapéu foi retirado e comecei a trabalhar os pontos para dar feições femininas.


Enquanto eu realizava estudos nas feições da mãe de Crispim Ciça cuidava da modelagem dos personagens masculinos. Decidimos que o modelo dela estava mais simples e representativo. Peguei o modelo preliminar dela e adaptei para fazer a mãe.

Processo de modelagem D. Eva mãe de Crispim


Depois de fazer uma pesquisa de imagens femininas das esculturas de Mestre Vitalino escolhi duas para servir como base para a modelagem.
No photoshop uni as duas imagens uma de frente e outra de lado para que elas tivessem a mesma proporção, altura dos olhos e nariz. Através do processo de rotoscopia coloquei as imagens no XSI

Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Imagens de referência para criação dos personagens

Conceito


Sentimos a necessidade de fazermos um estudo conceitual para delimitarmos e entendermos a caracterização dos personagens e cenários. Lembrando que o estudo feito é uma adaptação livre baseada em pesquisas feitas sobre o Cabeça de Cuia mas que não necessariamente representam a verdade expressa pela lenda.

Por que usar personagens que lembram as esculturas de argila de Mestre vitalino?

Porque representam o artesanato nordestino como também homenageia a arte Teresinense onde a argila está muito presente.

Mestre Vitalino (1909-1963) nascido nos arredores de Caruaru interior de Pernambuco é considerado o maior ceramista popular do Brasil, por ter produzido com simplicidade e muita beleza cenas do cotidiano nordestino.

Por que o uso dos versos na narração?

Para lembrar da literatura de cordel, a literatura popular do Nordeste, a estrutura é baseada em estrofes de seis versos cada um, a sextilha, o estilo mais usual na confecção de literatura de cordel.

Onde e quando se passa a história?

A algumas décadas atrás, numa vila de pescadores no encontro dos rios Parnaíba e Poty. Uma vila pacata cuja única forma de renda é o peixe que os rios fornecem. Só os homens trabalham, as mulheres deviam ficar em casa e cuidar dos seus filhos. As construções são bem simples feitas de pau a pique (barro e varas de madeira amarradas) e telhado de palha.

Crispim:

Pescador por necessidade e não por opção, pois não gostava do que fazia. Tinha aproximadamente 25 anos de idade era revoltado com a vida simples que possuía. Até o barco que pescava, todo velho, cheio de buracos foi deixado de herança pelo pai que morrera quando ele ainda era criança. Morava com a mãe viúva e atribuía a ela tudo de ruim que lhe acontecia. Crispim teve que assumir o papel de provedor da família e sua irritação quando não conseguia levar comida para casa era visível transformando-se em um ato agressivo quando mata a mãe com um corredor de boi, o único alimento que havia na casa.

Crispim: Significa o que tem cabelos crespos e indica uma pessoa com grande força interior.

D. Eva mãe de Crispim:

Eva: do hebráico vida, indica uma pessoa voltada para o lar e para a família. Mesmo sem encontrar em nenhum relato da lenda resolvi batizar a mãe de Crispim como Eva, o significado do seu nome tem a ver com as vidas que ela dá para o filho na hora do seu nascimento e no momento da maldição.

Viúva, próxima de completar 70 anos de idade, só teve um filho que se criou, os outros não passaram dos cinco anos de idade e morreram de causas diversas inclusive de fome. Dona-de-casa, sem vaidades, bastante religiosa e submissa (primeiro ao pai, depois ao marido e agora ao filho), gosta de cozinhar e ganha algum dinheiro lavando roupa e costurando.

Tem personalidade forte, mesmo sendo submissa ao filho não admite falta de respeito, segue o mandamento bíblico de honrar pai e mãe que aprendeu desde criança, acreditava que tudo que acontecia de ruim merecia castigo, por isso no ato da fúria e agressividade de Crispim e totalmente indefesa lança-lhe a maldição de se tornar monstro a vagar nos rios Parnaíba e Poty até encontrar sete Marias Virgens.

Maria:

Relação com o nome da mãe de Jesus concebida pelo Espírito Santo ainda virgem. Maria aqui também tem o sentido de dar a vida, a salvação para a maldição do Cabeça de Cuia. É Jovem, bonita, mora com os pais, teve uma educação muito opressora, bastante vaidosa, aproveita qualquer oportunidade para aproveitar a vida, costuma se encontrar com o namorado as escondidas. Na noite da festa da colheita e agradecimento das chuvas boas pelos moradores da Vila Poty, sai sem os pais perceberem para um encontro amoroso e acaba perdendo sua virgindade.

O namorado:

Personagem coadjuvante com pouca expressividade mas com papel fundamental na trama, afinal é ele quem tira a virgindade de Maria a única salvação do Cabeça de Cuia.

Terça-feira, Novembro 28, 2006

Texto preliminar do curta

Crispim era um jovem pescador que saiu para pescar num certo dia e voltou sem peixe algum. Com fome e muito revoltado Crispim rejeitou a sopa de ossos que sua pobre mãe fizera e pegou um osso, o maior deles o "corredor" e bateu nela até a morte. Antes de morrer a mãe roga-lhe uma praga que ele se tornaria um monstro horroroso a vagar pelo rio Parnaíba até encontrar sete marias virgens.
O curta vai dar a idéia de que o Cabeça de Cuia já encontrou seis Marias e precisa da sétima para desencantar-se.
Eu e Ciça pensamos em montar um texto que tivesse a cara do Nordeste e nada melhor que a literatura de cordel, fizemos o texto em sextilhas (estrofes de seis versos e sete sílabas poéticas), para narrar a lenda.


A Sétima Virgem

Do fundo do rio Poty
Em noite de lua cheia
Surge o Cabeça de Cuia
Assustando quem rodeia
Busca a sétima Maria
O final da sua cadeia

Ser monstruoso a espreita.
Maria, ande com Cuidado!
Esperando o momento,
Sorrateiro e danado,
O Cabeça de Cuia quer
Ver seu feitiço acabado

Sua maldição se explica
Pelo seu ato maldito
Quando lembra do passado,
Escuta o último grito
Depois de bater na mãe
Foge da casa aflito

Daquele dia em diante
Crispim monstro se tornou
E quer a última Maria
Virgem que ele encontrou
Que ela seja a salvação
Da praga que a mãe rogou

De repente um rapaz
Entre o Cabeça e Maria
Lindo, forte, sai do barco
E a convida para a magia
Maria sai a namorar
E o Cabeça só vigia.

Ele tenta, não consegue
Maria é de um outro alguém
Perde a oportunidade,
De virar gente também
Volta pro fundo do rio
Continua sem ninguém



Depois de uma conversa com nosso orientador ficou decidido retirar uma estrofe que não significava muito para a narrtiva:

"Cabeça tem a certeza
Flor no peito é o sinal
Com seu instinto voraz
Forte como um animal
Procura o melhor lugar
Para praticar o mal."

Na última estrofe em vez de usar os versos:
"Furioso rouba barcos
e navega sem ninguém"

criamos uma nova estrofe com mais significado e substituimos.
"volta pro fundo do rio
continua sem ninguém"

Cronograma de trabalho.

Para início de conversa

Este blog foi criado com o intuito de divulgar o andamento do trabalho de conclusão da pós graduação em computação gráfica 3D: modelagem, animação e rendering, oferecida pelo SENAC São Paulo.
A idéia é fazer um curta aproximadamente 1 minuto e meio sobre a lenda do Cabeça de Cuia típica da cidade de Teresina no Piaui.
Este trabalho é feito em dupla, eu e Maria Cecília Espadas (Ciça), já sorrimos, quase choramos, mas estamos amando fazer este trabalho que pretendemos lançar na última sexta feira de abril o dia oficial do Cabeça de Cuia em Teresina.

Quarta-feira, Novembro 22, 2006



Última Sexta feira de abril, dia do Cabeça de Cuia em Teresina Piaui.